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Chornobyl. 40 anos depois.
23 abril 2026 16:26

O desastre de Chornobyl* resultou de um experimento, ordenado por Moscovo, realizado num reator da Central Nuclear de Chornobyl (na Ucrânia) em violação dos protocolos de segurança e seguido por mentiras e encobrimentos. Até hoje, o mundo tem de enfrentar as consequências de um sistema totalitário que subordinou a verdade e a ciência à ideologia e ao poder político.
- No total, 8,5 milhões de pessoas foram expostas à radiação. 
- Mais de 145 000 quilómetros quadrados ficaram contaminados com vestígios radioativos, registados em vários países.
- O território num raio de 10 quilómetros em torno da central não será seguro para vida durante 20 000 anos.
- Mais de 300 000 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas para sempre.
- O desastre gerou custos que se prolongaram por décadas, desde terrenos contaminados até infraestruturas danificadas.

Mais de 600 000 pessoas foram enviadas para combater as consequências do desastre de Chornobyl. Nas fases iniciais pós-desastre, o regime soviético enviou bombeiros, engenheiros e militares, que não tinham conhecimento da real extensão do perigo.
Eles construíram o primeiro abrigo, removeram os resíduos radioativos e impediram que a catástrofe se propagasse ainda mais. As suas ações limitaram o impacto do desastre que poderia ter sido muito pior.
Recordamos e honramos a sua coragem e o preço que pagaram. A sua contribuição e sacrifício são um lembrete de que a segurança nunca deve ser considerada garantida. 


O desastre de Chornóbyl, a maior catástrofe nuclear do mundo, foi um veredicto para o sistema soviético – os seus crimes, mentiras e desrespeito pela vida humana. Hoje, enquanto Moscovo volta a comprometer a segurança nuclear global, a comunidade internacional deve unir-se para evitar outra catástrofe.  


* “Chornobyl” é a única grafia correta que a Ucrânia solicita ao mundo utilizar.

O uso de transliterações ucranianas respeita a língua e a cultura da Ucrânia e afasta-se das formas russas impostas durante a era soviética. Trata-se também de um esforço mais amplo de descolonização da linguagem e de correção de desequilíbrios históricos no uso global.
Utilizar a transliteração correta de um topónimo na Ucrânia é reconhecer o país como um Estado soberano — algo que a Rússia procura negar.
Saudamos a decisão de Estados e organizações internacionais de adotarem a grafia ucraniana Chornobyl, incluindo na resolução da ONU de 10 de dezembro de 2025.
Tal como Kyiv, Chornobyl reflete a pronúncia ucraniana e está alinhado com a prática global de atualização de nomes geográficos para maior rigor linguístico. A transição bem-sucedida de “Kiev” para “Kyiv” é um exemplo claro desta tendência.
Todas as cidades ucranianas merecem que os seus nomes sejam utilizados corretamente.


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