Em 18 de maio de 2026, completam-se 82 anos da deportação forçada do povo tártaro da Crimeia — um dos crimes mais brutais do regime totalitário stalinista e um ato de genocídio contra o povo indígena da Crimeia.

Em maio de 1944, o regime soviético, sob acusações infundadas de suposta colaboração com a Alemanha nazista, realizou um ato deliberado de destruição do povo tártaro da Crimeia enquanto comunidade nacional — privando-o de sua terra natal, de sua língua, cultura, tradições e memória histórica.
A Ucrânia reconheceu a deportação do povo tártaro da Crimeia em 1944 como um ato de genocídio. Agradecemos ao Canadá, Lituânia, Letônia, Estônia, Polônia, República Checa e Países Baixos, que adotaram decisões semelhantes, restaurando a justiça histórica e homenageando a memória das vítimas desse crime. Conclamamos outros países a se unirem ao reconhecimento internacional do genocídio do povo tártaro da Crimeia.
Após o início da ocupação russa da Crimeia, em 2014, as autoridades de ocupação continuaram a política de discriminação e perseguição contra os tártaros da Crimeia que permaneceram em sua terra natal. A proibição das atividades do Mejlis do povo tártaro da Crimeia, a fabricação de processos criminais, a imposição forçada de passaportes, a pressão sobre comunidades religiosas e a criação de condições insuportáveis de vida são formas contemporâneas de deslocamento forçado promovidas pela Rússia contra o povo indígena da Ucrânia em sua própria terra. Essas ações constituem uma grave violação do direito humanitário internacional, do direito internacional dos direitos humanos e das obrigações legais internacionais da potência ocupante.
A Ucrânia homenageia a memória de todas as vítimas da deportação e expressa profundo respeito ao povo tártaro da Crimeia, que, apesar de décadas de repressão, preservou sua identidade nacional, cultura, idioma e sua inabalável aspiração por liberdade e justiça.
A Crimeia é a Ucrânia.
Qırım – Ukrainadır.
A Crimeia será livre!
Qırım serbest olacaq!