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Apelamos ao Comitê Paralímpico Internacional que reconsiderem a decisão de permitir que russos e bielorrussos utilizem símbolos nacionais
27 fevereiro 2026 16:31

Declaração conjunta 

do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia 

e do Ministro da Juventude e Desporto da Ucrânia

A decisão de permitir que a Rússia e a Bielorrússia participem dos Jogos Paralímpicos sob suas bandeiras nacionais é inaceitável. Ela desrespeita a comunidade paralímpica e a Ucrânia, além de minar a confiança no desporto internacional.

As bandeiras e os hinos dos agressores representam regimes que conduzem uma guerra de agressão. Com essas bandeiras em mãos, eles destroem cidades. Ao carregá-las, matam civis.

Hastear essas bandeiras na arena legitima os crimes cometidos pelos ocupantes russos e seus cúmplices bielorrussos.

A Rússia transformou o desporto numa ferramenta de guerra contra o mundo livre, e não apenas contra a Ucrânia.

No movimento paralímpico russo, os participantes da guerra de agressão são glorificados. Eles são premiados por apoiar a agressão. A Ucrânia já impôs sanções a propagandistas desportivos russos, ao Comitê Paralímpico Russo e ao seu presidente, Pavel Rozhkov.

O desporto paralímpico deve representar dignidade e justiça. Deve proteger aqueles que superam barreiras. Não deve se tornar uma plataforma para estados que multiplicam essas barreiras por meio da guerra.

Apelamos ao Comitê Paralímpico Internacional e ao Comitê Organizador dos Jogos Paralímpicos que reconsiderem a decisão de permitir que russos e bielorrussos utilizem símbolos nacionais. Esperamos a proibição dos símbolos nacionais da Rússia e da Bielorrússia nos Jogos Paralímpicos e pedimos aos nossos parceiros que atuem em princípio.

Se essa decisão vergonhosa não for revista, as autoridades ucranianas não comparecerão aos Jogos Paralímpicos. Não participarémos da cerimônia de abertura nem de quaisquer outros eventos oficiais.

Apelamos aos representantes governamentais dos países do mundo livre para que não compareçam à cerimônia de abertura nem a outros eventos dos Jogos Paralímpicos, a fim de não normalizar a ocultação de crimes de guerra e genocídio com sua presença, e para que expressem de forma clara sua posição, condenando a guerra de agressão e aqueles que contribuem para a impunidade da Federação Russa e da Bielorrússia.

A Ucrânia continuará a trabalhar em todas as plataformas internacionais para restaurar a justiça. Defendemos o desporto limpo. Defendemos a dignidade das pessoas. E defendemos o direito do mundo de chamar a guerra de guerra e o agressor de agressor.


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