No dia 4 de abril de 2025, a Vice-Ministra dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Mariana Betsa, participou numa sessão conjunta do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre as actividades da OMS na Ucrânia no contexto da agressão russa.
Durante o briefing, que simbolicamente teve lugar na véspera do Dia Mundial da Saúde, Mariana Betsa informou os embaixadores e os chefes de organizações internacionais, acreditados na Ucrânia, sobre o impacto da agressão armada russa na vida de milhões de cidadãos e sobre os esforços conjuntos para apoiar o sector da saúde na Ucrânia.
Desde o início da invasão em grande escala pela Rússia, em fevereiro de 2022, a OMS registou mais de 2325 ataques a instalações médicas ucranianas, incluindo um ataque com mísseis ao hospital pediátrico de Okhmatdyt, em julho de 2024.
"De acordo com a OMS, os ataques bárbaros da Federação Russa mataram 209 pessoas e feriram pelo menos 725 médicos e pacientes ucranianos. Estas acções do Estado agressor constituem violações grosseiras do direito internacional humanitário e causam interruções críticas na prestação de serviços médicos, no fornecimento de medicamentos e no funcionamento do sistema de emergência médica", afirmou Mariana Betsa.
A Vice-Ministra manifestou a gratidão à OMS pelo seu apoio contínuo para garantir a resiliência do sistema de saúde ucraniano nas condições de guerra, incluindo a coordenação dos cuidados médicos, a evacuação de doentes, o envio de equipas médicas móveis, o fornecimento de medicamentos e equipamentos vitais e a disponibilização de assistência psicológica à população afetada.
Mariana Betsa destacou, em particular, os esforços da OMS para ajudar a reconstruir e modernizar o sistema de saúde ucraniano, alinhando-o com as melhores práticas internacionais de inclusão e acessibilidade, assegurando condições adequadas para a reabilitação dos nossos heróis - os veteranos ucranianos.
Durante o evento também discursaram Jarno Habicht, Chefe da Representação da Organização Mundial de Saúde na Ucrânia, e Edem Adamanov, Vice-Ministro da Saúde da Ucrânia.
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