O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que o terror da Rússia ameaça toda a Europa com um incidente nuclear e apelou aos parceiros e aos meios de comunicação para que ajam imediatamente contra os terroristas nucleares em Moscovo.
“A Rússia intensificou recentemente os ataques contra o sistema de energia nuclear ucraniano, criando um risco direto de incidente nuclear. Até agora, tal não aconteceu — apenas graças ao profissionalismo dos especialistas ucranianos em energia nuclear”, declarou Andrii Sybiha.
“Os recentes ataques da Rússia contra a nossa rede energética têm levado as três centrais nucleares operacionais da Ucrânia a reduzir a sua capacidade, a ativar ocasionalmente desligamentos automáticos de segurança, a diminuir a produção ou a desligar unidades. Cada uma dessas situações constitui uma ameaça direta.
Além disso, a AIEA documentou recentemente numerosos sobrevoos de drones nas proximidades das centrais de Rivne e Khmelnytskyi, classificados como ameaças significativas à segurança.
Anteriormente, a Rússia atingiu com drones o Novo Confinamento de Chornobyl, ocupou uma central nuclear pela primeira vez na história da humanidade — a central nuclear de Zaporizhzhia — transformando-a numa base militar, e continua a criar riscos para a sua segurança nuclear.
Os terroristas russos continuarão a intensificar estas ameaças enquanto o mundo não os travar.
As soluções já existem: sanções contra a “Rosatom”, alterações ao Estatuto da AIEA propostas pela Ucrânia e o reforço da defesa aérea para os defensores ucranianos, de modo a impedir ataques russos contra o sistema de energia nuclear.
O mundo deve prestar atenção ao comportamento inaceitável e irresponsável da Rússia, que coloca centenas de milhões de europeus em risco direto. Por exemplo, a Central Nuclear de Rivne situa-se a apenas 135 quilómetros das fronteiras da UE e da NATO.
Cada sistema de defesa aérea e cada interceptor fornecido à Ucrânia é um contributo para a segurança nuclear de todo o continente europeu.
Estamos a informar os nossos parceiros e todas as instâncias competentes e apelamos à ação.”