26 de fevereiro é o Dia da Resistência à Ocupação da República Autónoma da Crimeia e da cidade de Sebastopol.
Há 11 anos a rússia começou a guerra contra a Ucrânia pela ocupação da Crimeia.
Em 26 de fevereiro de 2014, milhares de pessoas juntaram-se com bandeiras ucranianas e tártaras da Crimeia em frente ao Conselho Supremo da República Autónoma da Crimeia. A manifestação foi atacada pelas forças russas e participantes da manifestação foram posteriormente exilados ou presos.
A ocupação russa transformou a Crimeia numa península militarizada, isolada do mundo e utilizada como base para a invasão em grande escala.
Neste dia, prestamos homenagem àqueles que todos os dias continuam a resistir aos ocupantes da península, arriscando a ser detidos pela sua posição pró-ucraniana e pela sua fé incondicional na desocupação da Crimeia.
A resistência tem nomes.
- Em 2022, o artista Bohdan Ziza derramou tinta azul e amarela no edifício da administração de ocupação em Yevpatoria. A Rússia condenou-o a 15 anos de prisão, mas o seu ato tornou-se um símbolo de que a Ucrânia vive na Crimeia.
- Server Mustafayev, um ativista dos direitos humanos que cobriu os crimes do regime de ocupação, foi detido em 2018 e condenado a 14 anos numa prisão de segurança máxima.
- Iryna Danilovych, uma defensora dos direitos
humanos e jornalista ucraniana raptada pelos ocupantes na Crimeia em plena luz do dia em 2022, foi condenada pelo tribunal de ocupação a quase sete anos de prisão, mas a sua coragem e resiliência tornaram-se um símbolo da luta pelos direitos humanos e pela liberdade.
As autoridades de ocupação perseguem sistematicamente os cidadãos da Crimeia por apoiarem a Ucrânia, por expressarem a sua identidade ucraniana e tártara da Crimeia, por se recusarem a permanecer em silêncio e por qualquer manifestação de resistência à agressão russa.