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Comentário do Ministério do Negócios Estrangeiros sobre a publicação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos sobre os bombardeamentos russos em abril de 2025
26 abril 2025 20:00

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia aprecia os esforços do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACDH) e da Missão de Observação dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia para documentar de forma imparcial e exaustiva as violações em massa dos direitos humanos cometidas pela Federação Russa no território da Ucrânia no curso da sua agressão armada contra o nosso país.

A publicação pormenorizada chamada "Ataques em massa e contínuos das forças armadas russas em abril causam a morte e ferimentos de civis em toda a Ucrânia" é divulgada no dia 24 de abril, foi mais um passo importante na documentação dos crimes de guerra russos.

De acordo com os dados verificados pela ONU, só entre os dias 1 e 24 de abril de 2025 foram registadas pelo menos 848 vítimas civis, entre elas 151 pessoas foram mortas e 697 feridas - que significa um aumento de 46% em comparação com o mesmo período de 2024.

É dada especial atenção ao ataque bárbaro, em grande escala e premeditado pela Rússia no dia 24 de abril contra a cidade de Kyiv e pelo menos oito outras regiões da Ucrânia.

Os factos contidos na publicação do ACDH são apenas alguns exemplos do terror sistemático e intencional da Rússia contra os civis ucranianos. A utilização pela Federação Russa de mísseis, drones e outras armas, cujos efeitos não podem ser limitados, em zonas urbanas densamente povoadas constitui um crime e uma violação grosseira do direito internacional humanitário.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros apela à comunidade internacional para que responda com firmeza ao bombardeamentos russos, nomeadamente, aumentando a pressão das sanções sobre o Estado-agressor; acelerando o fornecimento de sistemas de defesa anti-aérea para proteger os civis nas cidades e comunidades ucranianas; aumentando os recursos dos mecanismos internacionais de monitoramento para documentar os crimes de guerra; apoiando as actividades do Tribunal Penal Internacional e de outros instrumentos para levar os culpados à justiça.

Recordamos que a Ucrânia quer que a guerra termine e está dedicada aos esforços pacíficos sob a liderança dos Estados Unidos da America e com a participação dos parceiros europeus. No dia 11 de março, em Jeddah, a parte ucraniana concordou com um cessar-fogo incondicional e total de 30 dias. A Rússia, em vez de dar passos efectivos no sentido da paz, intensificou o terror contra os civis e os ataques brutais às zonas residenciais das cidades ucranianas.

Este facto prova, mais uma vez, que a Rússia é a única fonte desta guerra e a única força que procura a sua continuação a qualquer preço. Apelamos aumentar pressão sobre Moscovo para a obrigar a tomar medidas reais no sentido de paz justa e sustentável.

Sublinhamos que nenhum crime deve ficar impune, e o terror brutal da Rússia não pode ser uma norma. A proteção dos direitos humanos, da vida e da dignidade é a base da ordem jurídica internacional, que temos de defender em conjunto.

https://mfa.gov.ua/pt/news/komentar-mzs-shchodo-publikaciyi-upravlinnya-verhovnogo-komisara-oon-z-prav-lyudini-pro-rosijski-obstrili-u-kvitni-2025-roku

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